Pulp Fiction – Crítica

Que herói é este? Aliás quem é o herói? Qual o seu conflito? Estudantes de cinema, esqueçam todas estas questões mas lembrem-se do cinema clássico americano ao assistirem ao Pulp Fiction, porque este filme vai fazer-vos esquecer todas as regras. Cronologia não linear, várias intrigas envolvidas por diálogos aguçados, são os toques que vos vão fazer responder á pergunta “Que estilo é este?” e a resposta é: Quentin Tarantino

Inicialmente Pulp Fiction iria ser uma curta metragem, mas Black Sabbath sendo um filme que conta com três partes, veio inspirar Quentin Tarantino e Roger Avary.  E vemos como o filme foi tão bem pensado, quando paramos para analisar cada elo de ligação entre cada história.

Então vemos três histórias separadas (triologia) e histórias que por si só já estamos fartos de ver. A narrativa, esta sim, nunca a vimos! Isso é que é como já tínhamos em Reservoir Dogs inovadora! E que lufada de ar fresco, sem querer menosprezar nenhum realizador de Hollywood! Personagens tipo que as 3 histórias têm em comum e que vemos encararem situações do dia-dia. Mas o que torna estas personagens tão interessantes? Nunca as conhecemos por completo. Podemos vê-las ressurgir com uma nova identidade sem perder-mos a confiança nela, pois não muda o actor, muda a situação e é apenas um corte na linha de montagem e intercalar outra cena e BANG! eis a fórmula! Não mexe no acting e nós ganhamos outra opinião acerca das personagens, que é isto?! Genialidade. Humor e violência, não é irónico dizê-lo tanto como faz Tarantino em bom humor negro. E embora não tenhamos base temporal, nunca ficamos a parte do que estamos a ver e isso foi a grande evolução depois de Reservoir Dogs, em que contávamos com flashbacks para nos situarmos no enredo.  É uma mistura tal, uma trapalhada tal, é uma orquestra muito punk com referencia à cultura pop que para resultar, para estarmos tão contentes do início ao fim, teria de ser feita por um génio (não querendo desfazer o excelente elenco) Resultado:

Palma d’ouro em Cannes e nomeado para 7 óscares ganhando o melhor argumento. A prova de que um excelente resultado de bilheteira comercial pode ser alvo de tão boas criticas e assim acabo a minha com um 9.2 para Pulp Fiction.

  

Curiosidade fornecida pela wikipédia:

pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e não raro o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas. 

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