The Artist – Crítica

Isto não é só uma homenagem ao cinema mudo, por ser um filme mudo. Isto é uma homenagem sim, começando logo de uma forma intelígentissima, em louvor às salas de cinema da altura, que nós estando numa de cinema da actualidade, somos obrigados a comparar àquela magia. E é nesta magia que continuamos.

“Please Be Silence Behind The Screen” é a palvra d’ordem. Gritos mudos que nos dizem “Não vou falar”… E não é preciso. Conseguido! Não falta lá nada! Genial! O visual a falar por si, como pede o cinema, que é dito cinema! Genial tal como Charlin Chaplin em City Lights, quando não o queriam financiar, caso não incorpora-se som aos seus filmes. E não foi só por isso que me fez lembrar os filmes do génio Charlot. O filme é ágil, divertido com drama no ponto certo! Um protesto, um grito ensurdecedor de Michel Hazanavicius!

Começa por introduzir a história logo com chave d’ouro. Aquilo que não vai fazer. Depois dá a conhecer a personagem. Lindo! Para mim, a notoriedade de um realizador, é quando este utiliza termos visuais, em vez de tudo o que possa ser dito (falado). E este conseguiu tudo. Verdadeiro filme dos anos 20/30 – período de transição em Hollywood para o cinema sonoro. E acreditamos não só pelo estilo fílmico, mas pela fotografia, o acting e todos os pormenores irrisórios, que faziam rir na época e fazem sorrir a nós de satisfação.

O argumento para além de misturar todo este protesto com uma pequena lição de moral, tem como McGuffin uma história cliché da altura. O galã actor e o seu cão carismático. Amores e desamores.

 

 

 

 

A estrela fica solitária, o que é que vemos? Está na imagem! É visual! Não é falado! Fotografia pormenorizada!

 

Vai ficar para a história e os estudantes de cinema irão estudá-lo, tendo em conta que foi escrito e realizado numa altura em que o 3D e 4D é o que enche as salas. Na altura para que o filme nos remete, o futuro a que o cinema estava “condenado”, era ao som.

Podia muito bem vender só pela publicidade que teve, por ser cinema mudo a preto e branco, em referência aos nossos antepassados. Mas não se ficou pelo superficial. Daí superar em muito as expectativas. Dou sem dúvida o 8.4 a este filme tão moderno, por tão “à frente” ser.

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One thought on “The Artist – Crítica

  1. Pai diz:

    Quero ver, vou ver…

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