Midnight in Paris (Meia noite em Paris) – Crítica

Os fãs que estavam mais desiludidos com as últimas escolhas de Woody Allen, fizeram oficialmente as pazes com este homem. E mesmo quem não tem qualquer interesse por Paris, fica com uma vontade enorme de ir já para lá.

O filme ideal para ser lançado no inicio de Outono, já que é acolhedor tal como merece a capital francesa. Retrata dessa mesma forma a cidade da luz, através de uma imagem cheia de cores quentes. Contado de uma maneira divertida, o protagonista que estamos habituados a ver ao domingo à tarde (mas que agarra papeis muito distintos de forma muito inteligente) – Owen Wilson – interpreta um escritor que por magia volta aos anos 20 da capital francesa. Contado assim parece infantil, mas Woody Allen não põe as coisas nesses termos.

Já como havia feito em Vicky Cristina Barcelona, este apaixonado pela Europa faz uma réperage exaustiva e tira o máximo partido da cidade onde filma. De uma forma divertida, Allen mostra a sua melancolia em relação às artes, do ponto vista do presente. Isto metendo o seu alter ego a privar com escritores e pintores, já mortos e enterrados, na cidade que o inspira. Gosto muito da maneira de como o guião nos apresenta as personagens, ou seja, em como nos apercebemos que aquele que estamos ali a ver é Dali ou Picasso.

A mensagem de Allen acaba por ser clara e digo eu, que também ele há-de ser recordado daqui a 50 anos. Vale 7.3 na escala, porque poeticamente falando agrada mas não passa muito disso.

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