Jackie Brown – Crítica

Pam Grier (Jackie Brown) com Quentin Tarantino

Depois de Reservoir Dogs e Pulp Fiction, vem o 3º filme de Tarantino e talvez aquele que tem menos dele. É um guião muito bem estruturado, uma história muito envolvente e bem construída mas sem grandes surpresas. Bem delineado, o argumento não faz o filme pelas suas manobras que adorávamos nos filmes anteriores.

Isto porque vem de quem vem e vem depois de Pulp Fiction. Porque visto no panorama do cinema de Hollywood não deixa de ser um argumento inesperado.

Temos uma protagonista muito interessante que dá o nome ao filme, a qual – e uma novidade do realizador – seguimos durante o filme. E seguimos o filme sem grande complexidade, é uma narrativa com um desenvolvimento natural e são as personagens que nos dão toda a tensão da acção. Num prisma de prioridades em Jackie Brown teríamos o acting acima de cenas sangrentas que aqui pouco vemos.

Jackie Brown é uma hospedeira de bordo que trafica dinheiro sujo nas suas viagens entre os México e os EUA, para Samuel L. Jackson, em grande no papel de Ordell Robbie, o traficante de armas. Robert Forster, um policia que pagou a fiança da protagonista quando capturada, apaixona-se e começa a haver uma intriga de complôs. Jackie passa a informadora da policia e ainda mantendo o jogo com Ordell. Meio milhão é o valor de que todos falam.

E até mesmo nós como espectadores que nunca nos afastamos da intriga. Há um universo para o qual somos densamente atraídos e um campo de trabalho por parte dos actores que têm o espaço suficiente para os conhecermos.

Os movimentos de câmara ajudam, que como os planos sequência, não são por uma questão de estilo, mas servem e bem para nos apresentar o espaço cénico.

O termo sexy para Tarantino começa a ser desenvolvido aqui com o seu fetiche por pés e unhas pintadas exageradamente de vermelho. Há a referencia ao blaxploitation, com Grier sendo a musa do movimento retratado na obra.

Robert De Niro interpreta aqui uma personagem quase tipo, que para mim é uma actuação fantástica… Sem se pronunciar muito, só com a sua presença, construímos logo a ideia certa da personagem.

Toda esta potencia dada por Tarantino é aquilo que refere situações que ao invés de desviarem a nossa atenção, cativam-nos para uma história detalhadamente bem vincada. Jackie Brown tem a nota de 7.1 sendo isto acima de bom

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