Amores Perros (Amor Cão) – Crítica

Três histórias interligadas na cidade do México.

Um jovem apaixonado pela cunhada, maltratada pelo marido. Envolvido em lutas de cães pretende usar o dinheiro para fugir com mulher do próprio irmão.

A segunda história é a típica relação desfeita pelo marido que vai viver com a amante. E o que parecia um simples buraco no soalho começa aqui a ter uma importância mais subliminar. Algo irónico e surreal, em paralelo com o que transparece desta relação.

A terceira história centra-se num ex-revolucionário, contratado para assassinar, que vive numa casa ocupada por ele e os cães que recolhe das ruas. Este inicia um retrocesso intelectual na busca pelo passado, onde abandonou a sua família.

As três histórias cruzam-se no mesmo cruzamento onde se dá um acidente de automóvel, que de alguma maneira, envolve todas estas personagens.

O primeiro filme de Iñarritu, onde já podemos reconhecer a sua identidade. O argumento é simples e a narrativa vê-se fragmentada. As histórias são tocantes e não percamos atenção ou perdemo-nos na linha temporal juntamente com as suas quebras. Mas não é na forma em como é contado que se destaca o filme. Isto é mais um recurso ao que é necessário para nos familiarizarmos com as personagens, ao mesmo tempo que a densidade aumenta e seja permitido a interligação das histórias, que acompanhamos paralelamente.

Retratando os “vários Méxicos”, temos espaços sociais diferentes mas todos com peso igual para a acção. Os cães são um “McGuffin”, conceito inventado por Hitchcock para designar o material que põe a história a correr. Nas três histórias estão presentes como amor e sempre em recurso para o que acontece em tragédia no decurso da intriga. E este amor é aqui representado de maneiras extremamente diferentes. Tão diferentes ao ponto da demonstração monstruosa de amor pelos cães com fim em lutas até á morte (que garantiu a produção terem sido simuladas).

Especialmente que tem cães, tem de preparar uma visão diferente para este filme, já que o resultado final é de uma violência brutal. Com amor 7.8

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