American History X (América Proibida) – Critica

Tony Kaye vem da publicidade e estreia-se no cinema com um protagonista ainda mais convincente, que o argumento que estamos a tratar. Através de uma imagem muito crua e flashbacks com uma densidade dramática brutal, o filme torna-se naquilo que quer transmitir ao espectador.

Capaz de contar uma longa e ambiciosa história, tiro o chapéu ao realizador por o fazer através de uma narrativa muito sóbria. Mas nem por isso ele tornou este polémico tema, num cliché. Não temos personagens estereotipadas, temos personagens muito redondas, que mudam internamente, com grande profundidade emocional. Muito bem construídas e por isso se tornam tão interessantes. E Edward Norton tem uma actuação brilhante! É por causa dele que acreditamos na mudança radical do seu personagem – de anti-herói para herói. E o tema central – nazismo, é posto em cena através do seio familiar e de um interior social. Aqui nenhuma das personagens se torna redutível para a acção.

Pelos vistos Tony perdeu o controle do filme – no que toca à montagem – e perdeu-o para a produção. Mainstream não é pecado e está aqui aliado a um tema provocador, numa América impotente. É 8.1 pelas vezes que se consegue ver o filme e gostar.

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