América – Crítica

 

Sabemos que o argumento pede uma densidade, que não é alcançada. O acting é forçado, principalmente por parte de Fernando Luís, cuja interpretação é pouco versátil – não conseguindo sair do tipo de personagem, que interpreta em tele-novelas. Isto transmite-nos uma insegurança, que nada nos convence. Torna o filme pouco fluído. Ficamos sempre à espera do momento em que o filme se desmorone. Pouco seguro. Não estamos envolvidos o suficiente. Não tem o rasgo de comédia, nem o clique de drama, fica num intermédio que oferece um resultado muito “verde”.  As acções estão lá. Mas não as vemos crescer. Algumas nem vemos de onde saíram!

É de salientar a fotografia. Muito bem composta e talvez cada frame dê um bom postal. Gostei do travelling que apresenta a casa, depois de encalhada pelo barco, ou depois do barco ter encalhado nela. Louvo estas opções na operação de câmara e  a maneira em como as personagens são colocadas em cena.

Os momentos altos do filme são dados pela Culpan Khamatova. A intriga em torno da actriz, é o único momento de alguma densidade no filme. Com uma prestação notável, é a única personagem com alguma profundidade e por quem sentimos interesse.

Resta-me deixar um 4.1 e dar os parabéns por ter entrado na corrida, ao European Film Awards 2011.

 

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