A vida é Bela (La Vitta è Bella) – Critica

Ao bom estilo italiano, passado nos anos 40 chamando ao neo-realismo com cores vivas e fortes e contado de uma forma divertida, que acaba por tocar ainda mais. Isto porque a comédia contida nas cenas, é tratada com delicadeza, com o olhar de alguém optimista situando-nos tão bem para o que foi o holocausto, sem vermos uma pinga de sangue! Lindo!

Na primeira parte do filme e sempre remetendo o espectador para a actual época, sentimos a luta por parte do protagonista pelo seu amor. E porque a sentimos de forma tão clara? Nada melhor que a própria vivência do realizador, para conseguir passar ao público uma experiência. E a própria Dora é interpretada pela mulher de Benigni na vida real, Braschi. Lindo!

Ficamos tão contemporizados e também nós já sentimos simpatia por Guido – um homem cuja inteligência é utilizada para se desenvencilhar de situações caricatas que ajudam o espectador a sentir a compaixão necessária para a segunda parte do filme.

É nesta segunda parte que se acentua o drama, pois Guido sendo Judeu é capturado pelos nazis juntamente com o seu filho que é aqui separado da mãe. A partir daqui Guido arrisca a sua vida todos os dias no campo de concentração, para convencer o seu filho de que tudo aquilo se trata de um jogo. E ao que dito por mim não parece nada convincente, é tão hilariante quanto o resultado final.

Merece o belíssimo 8.4

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